quinta-feira, 7 de abril de 2011

PONTO FINAL A "HISTÓRIA"


Sim! É ela. Sempre fazendo graça.
Ah Pró, não é crime admirar ninguém!
(Se tivesse comparado as belezas do Egito com teu jeito, talvez teria tirado 10 naquela prova!)
Ah desgraçada historia, que faz historia, que faz rir, que faz chorar, que faz horar de rir.
Porque não me disse que a evolução do homem parou?!
- Falta de consideração!
Porque não me disse, que o homem levaria tão a serio  a primeira pessoa do singular?
Porque me fez apaixonar pelas coisas antigas?
- Quer saber? – Eu cruzo os braços!
CHEGA! – Hoje, excluo do meu livro esse tal,
VERBO DE LIGAÇÃO!



Poema a minha professora de história.
Tarcila Santana - 08 de abril de 2011

ESTA NOITE


“Sua falta doeu um pouquinho esta noite
Como se faltasse um pedaço de mim.
Doía, e eu não sabia o porque.
Doía, as vezes sem doer...
Esta noite eu lembrei você.
Ah! Como doía, e de tanto doer sentia,
Que adormecia. Morrer!
A saudade, doeu um pouquinho esta noite...”








Tarcila Santana - 08 de abril de 2011

QUEM SOU EU ?


No passado fui humilhado,
explorado, chicoteado.
Vi morrer meus pais,
vi morrer meus filhos,
no soar dos gemidos,
do meu povo sofrido.

Quantas vezes ao estrelas da noite,
com 50 chibatadas, pontapés e acoites
olhava pro céu e só via lamento,
perguntava a palmares porque tanto tormento,
lembrava também que a mesma chibata
causou a morte da minha linda mulata.

Despois de explorado, fui alforriado
Criou-se uma lei que ficou do meu lado
e junto com a princesa sou lembrado.
Por tapeação me deram um dia...
Há há há ! – pura burocracia,
mais para alguns é motivo de alegria.

Hoje quase liberto e independente,
ainda sou perseguido por muita gente,
as vezes chego a ser desprezado,
me lembro do meu árduo passado, 
vejo então que fui guerreiro
e não um pobre coitado!
Você e o seu preconceito
Já deve ter me identificado
Sou aquele que para muitos
Não tem significado
Na TV sou empregado,
no trabalho continuo escravo.

Sou a voz indignada
 que clama por respeito,
a cor da pele fala mais alto
pra isso não tem jeito
guardo essa dor, pesando em meio peito
tenho minhas fraquezas , ninguém é perfeito!
Sou Miguel, Jose, João
Sou Marta, Alice, Maria
Sou o choro, a dor,
A vida e a alegria,
a paciência que engoliu calada,
Asneiras e tiranias.

Quero justiça e paz,
Igualdade para os demais.
Ainda não sabes quem sou?
Te revelo sem medo,
Isso não é mais segredo,
Com orgulho te digo:
- Muito prazer, sou NEGRO!


Tarcila santana - 08 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

POR MOTIVOS OUTROS... RUMO A MARTE !

Tudo o que mais queríamos, era Fugir! Sumir. Fugir de tudo que nos prendia, segurava.
Queríamos então, nos deixar levar para onde iam os nossos próprios passos.
Explorar o inexplorado.
Não mais, nos conformávamos com tamanha hipocrisia.
De que importa, se levamos ou não, choque em nossos cabelos?  Perdão, mais o CHOQUE esta em teu olhar maldito e infeliz. Veja só, pense comigo: é culpa minha se tentas maquiar uma realidade que não é sua? Sinceramente, é culpa minha se tu tens prazer em direcionar o teu suado dinheirinho para “apologias baratas” que no final, não valem nada! Nada. E só pra reforçar, caso não tenha entendido: NÃO VALEM NADA!
Aqui, Sofridas por uma terrível cólica, viajamos em nossas dores interiores, fazendo de nossas companhias o remédio para todo aquele tedio, que ora consumia-nos de tal forma a ponto de trocarmos ideias do tipo “Diabos! Porque fomos condicionadas a sentir falta de carinho?” – Bem, não me restam argumentos para este paragrafo.
Mediante o que fora dito anteriormente, resolvemos viajar. Pra onde? – Ahhh, tem lugar melhor que MARTE? – Sim meus caros, Marte! E ali, planejamos de antemão, providenciar nossas passagens. Que bom! Só restavam duas. Só de ida. Uma minha, outra dela.  Combinamos que não voltaríamos.
Na mala, colocamos muito papel e caneta! Sem falar no macarrão instantâneo (miojo), chocolate e cuscuz...
Como visitaríamos nossos parentes do planeta vizinho, tratamos de deixar um espaço para as coisas que “nossas mainhas” mandariam – rapadura, leite, goiaba, manga, feijão de corda, melancia, galinha temperada e tudo que há direito!
Enfim, a triste hora: Nossa despedida. Como nossas mães choraram... Coitadas. Recomendaram-nos “juízo”, “não durmam muito tarde”... (mais nem sempre as obedecemos...). Prestamos homenagens a quem merecia.
 Aos seres que se dizem “racionais” e abusam da hipocrisia, restou o nosso sorriso e em nossa face, alivio.
Decolamos... Agora era eu, ela, o piloto e a aeromoça. Pensei: “esta viagem é só para nós, o que fariam ali aqueles dois terráqueos?!”. Resolvemos então, que jogaríamos céu a fora... Lindos, os dois naquela imensidão celeste!
Pronto! Enfim, sós. Conversamos e trocamos experiências.
(Ora! O que estou fazendo aqui? Meu planeta agora é outro, terei que escrever em “martireano”. Não devo satisfação. Cansei!)
Fui!


 (É verdade! Apesar de 01 de abril ser dia da mentira!).
Noite de sexta-feira, 01 de abril de 2011.
Tarcila Santana

terça-feira, 29 de março de 2011

OUTRO "FILHO SEM REGISTRO"! (titule você o texto, ora!)


Pedi que ela continuasse aquele poema...
Não sei se assim o fez. Ora, citara o titulo dele em seu texto. As suas colocações me tiraram o chão, o rumo, o prumo e cortaram os meus passos. Agora me via nua, nua de pensamentos, isenta de qualquer ideia.
Indignada me pergunto: PORQUE PAREI PARA ESCREVER ISTO?! – olha só o emaranhado de sentimentos me envolvendo novamente... Debruço-me rente a mesa, e ouso pedir que recitasse pra mim... Sua resposta? – Bem, nem sempre ouvimos aquilo que queremos...
Devo contentar-me com um “talvez”? Ora, somos reflexos das nossas escolhas, e vivemos assim, se arrependendo (ou não), do resultado das tais escolhas. Certas? Erradas? Justas? Injustas?
Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade! Dito isto, fica assim: Esperarei... E escolho não me acomodar com o seu “talvez”.
É... As coisas boas ficam melhores, quando agente tem medo  que elas não aconteçam.




Caém, 29 de março de 2011 - 23:05
Tarcila Santana

segunda-feira, 28 de março de 2011

OUTRO POEMA SEM NOME! E daí ?!


Antes que comece a ler, peço que crie a minha imagem.
Veja-me de pé, com olhar fixo em você. Neste olhar, o brilho de quem suplica algo, (algo que eu não sei o que é...) ainda no meu olhar, sinta o fervor do meu sangue, junte ao movimento das minhas mãos (e estas, estão apontando pra ti, como sinal de CULPADO!). Só então, entenderá (não toda) a fúria com que escrevo outrora. Caso contrario, nem inicie esta leitura.
Segunda-feira, dia 28 de março de 2011, ás 12 horas e 12 minutos.
Dia nublado.
O que espera de mim?
Digo o que sinto.
Digo o que acho.
Nada posso fazer se o que digo, não é aquilo que queres ouvir!
Parece algo revoltante, mais... REVOLTA MESMO!
Ando (literalmente), e me deparo com marionetes!
Cansei de seres que se dizem “pensantes”, quando na verdade não passam de reles mortais que acreditam numa verdade absoluta! E que usa a palavra “DIFERENTE”, como a diferença! Ahh... Entendam como quiser!
Se o que procuro, ninguém me responde,
Porque acha que tens o direito de me dizer para onde vou?
Se te contentas em fazer o mesmo caminho que os teus antepassados, o problema é todo seu! (ISSO! ESTOU MESMO REVOLTADA!)
Aqui abro uma pausa.
Pronto, me recuperei... e penso que não foi bom dar esta pausa.
 12 horas e 37 minutos. Atrasada pra ir ao colégio.
Despeço-me de algumas pessoas, e elas me dizem: “Boa tarde”...
Pausa para algumas gargalhadas...
Não é só isso o que tenho pra dizer.

sexta-feira, 25 de março de 2011

FLORZINHA ORDINARIA


‘’ Um dia caminhando pela praça,
algo me chamou atenção.
Ela era vermelha e diferente das outras,
olhava-me com piedade.
Aquilo me incomodava!
- Porque ela tinha que ser diferente das outras,
logo enquanto caminhava pela praça?
Não! Eu não admito que algo tão insignificante
me incomode tanto!
Porque meu Deus?
- Ela não tinha nada, a não ser a sua insignificância...
FLORZINHA ORDINARIA!”

[Tarcila Santana]